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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Intelectuais


Que credibilidade moral e crítica têm determinadas figuras da intelectualidade mundial para dar ou não conselhos à humanidade? Como podem eles indicar uma forma de comportamento mais correcto? Paul Johnson propôs-se analisar estas e outras questões neste “Intelectuais”. Algumas das figuras visadas pelo autor foram Jean-Jacques Rousseau, que considerou “um louco interessante”, Bertolt Brecht, por si visto como “um coração de gelo”, Sartre, para quem não passa de “uma pequena bola de pêlo e tinta”, não esquecendo Marx, Tolstoi ou Shelley. Sempre que as suas práticas contrariaram os princípios que os próprios defendiam, a escrita penetrante e espirituosa do autor não os poupou. Conheça as fraquezas, inconsistências e hipocrisias daqueles que, para Peter Ackroyd, “pregam o supremo bem”, neste agradável livro da Guerra e Paz.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

12 Erros que Mudaram Portugal


João Vasco Almeida e Rui Baptista reuniram neste livro doze dos mais caricatos erros de Portugal ao longo de 800 anos. Alguns de circunstância, outros graves e reveladores da nossa falta de jeito para a administração. Cruzam-se dados de várias fontes e comentam-se criticamente os acontecimentos, sem se ter a pretensão de se criar um livro de História. Desde os erros de D. Afonso Henriques aos da Inquisição, passando pelo deslumbramento de D. João V com o ouro do Brasil, até às influências nefastas dos portugueses na alimentação mundial, tudo é mirado pelos autores. Os últimos capítulos são dedicados às incongruências do hino nacional, aos erros de Marcelo Caetano por não democratizar o país e do próprio Cavaco Silva, aqui apontado por não ter, desde o princípio, tomado conta dos portugueses do ponto de vista afectivo. Ilustrado por Ricardo Cabral, “12 Erros que Mudaram Portugal” surge pela Guerra e Paz.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Porto Versus Lisboa


“Uma batalha campal em livro” – este é o subtítulo da obra “Porto versus Lisboa”, publicada recentemente pela Guerra e Paz na sua Colecção Almanaque, o que deixa antever a riqueza e o inesperado do seu conteúdo. Composto por interessantes textos da autoria de António Eça de Queiroz e António Costa Santos, este é um livro divertido, de fácil leitura, com o qual poderemos recordar os principais ex libris das maiores cidades portuguesas. As trocas de ideias sucedem-se sobre os mais destacados símbolos das duas cidades, como o Santo António e o São João, o FCP e o SLB, o Douro e o Tejo, entre outras picardias gastronómicas, históricas, musicais e até anedóticas. Com este primeiro duelo citadino em forma de livro, serão recorrentes as gargalhadas quentes em noites frias de Dezembro. E, no final, quem vencerá, o pastel de Belém ou a francesinha, a ginjinha ou o vinho do Porto? Em última análise, trata-se de um hino às duas belas cidades e às suas ricas diferenças. Este é um livro no qual os ferozes ataques desferidos não são mais do que momentos de boa disposição!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Amor, Poder e Violências na Intimidade


A psicóloga Sofia Neves tem dedicado muito do seu trabalho a diversos movimentos de activismo social na área dos Direitos das Mulheres. Em 2006, conseguiu com este livro, resultante da sua tese de Doutoramento, ser galardoada com o prémio Mulher Investigação “Carolina de Michaelis de Vasconcelos”, que distingue o melhor estudo de investigação e análise da situação das mulheres em Portugal. A autora apresenta aqui novas formas de olhar e de compreender as relações íntimas de mulheres heterossexuais (vítimas ou não), as suas experiências (na inter-relação entre o amor, o poder e a violência) e a forma como gerem essas vivências. Partindo de uma fundamentação teórica, a autora aborda as relações de intimidade, o conceito de poder e violência e a sua aplicação na intimidade. Os últimos capítulos são dedicados à apresentação de estudos empíricos e à sua discussão e reflexões finais. “Amor, Poder e Violências na Intimidade”, publicado pela Quarteto, prova que é possível à Psicologia construir uma forma alternativa de intervenção ligada à sociedade e, assim, mais comprometida com a mudança social.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

No Fundo de Uma Garrafa de Whisky


Jorge Lobo começou a beber aos nove anos e a trabalhar em rádio e no mundo da noite como DJ aos quinze. As discotecas de Leiria abriram-lhe as portas, encontrando-se hoje a trabalhar no Beat Club. Desde tenra idade bebia álcool diariamente e, no pico da sua dependência, chegou às duas garrafas de whisky por dia. Só alcançou o sossego à décima tentativa de desintoxicação, no Centro Regional de Alcoologia em Coimbra, corria o ano 2000. “No Fundo de Uma Garrafa de Whisky”, chancela da Guerra e Paz, constitui um livro essencial para entender o mundo do álcool em Portugal, prevenir o seu consumo e, em última instância, recuperar alcoólicos. A história de Jorge Lobo, igual a tantas outras, relatada em estilo vivo por Nuno Henriques, estudante de Jornalismo, conta ainda com os testemunhos preciosos de alguns profissionais de saúde como o médico João Castel-Branco Goulão, Presidente do Conselho Directivo do Instituto da Droga e da Toxicodependência, que, no Prefácio ao livro, destaca o exemplo de persistência e coragem de Jorge Lobo. Para todos os que sofrem do mesmo tipo de problema, este livro é uma mensagem de esperança e uma prova de que o tratamento é possível.

Os Retornados – Um Amor Nunca Se Esquece


“Os Retornados – Um Amor Nunca Se Esquece” é o romance de estreia de Júlio Magalhães, publicado pela Esfera dos Livros. Trata-se de um regresso à sua terra natal, Angola, onde o autor terá vivido os melhores anos da sua vida. O leitor é conduzido através de uma história de amor que tem como pano de fundo a descolonização portuguesa dos países africanos. Em Outubro de 1975, Carlos Jorge, o protagonista, acompanhado pela sua mulher e filhos, deixa para trás parte da sua vida, rumo a um país que não via como a sua pátria e que seria completamente desconhecido para os seus filhos. A família de Carlos Jorge foi apenas uma dos milhares de famílias que entre 1974 e 1975 fizeram a ponte aérea entre Angola e Portugal. Foram inúmeros os portugueses que tiveram de abandonar tudo, desde as casas, o emprego e até os amigos. Tinham de fugir à violência, à luta entre os vários movimentos independentistas que espalhariam o caos e o terror em Angola, aquele que sempre fora considerado como a jóia do império português. Esta dura realidade espanta Joana, a hospedeira que não conseguiu esquecer o olhar determinado de Carlos Jorge durante a viagem para Portugal. A história dos dois não ficaria por ali…

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Montparnasse – Até ao Esgotamento das Horas


O excesso da década de 60 em Paris serve de mote a Vasco de Castro para a construção do romance “Montparnasse – Até ao Esgotamento da Horas”. Forçado ao exílio na capital francesa entre 1961 e 1974, aí colaborou como desenhador satírico em vários títulos da imprensa francesa. Foi também aí que fundou uma editora e várias publicações políticas de esquerda. Na primeira pessoa, Vasco de Castro descreve as experiências excessivas de um lugar e época únicos: Montparnasse nos anos 60. Para além dos rigores a que o exílio o votara, o que mais fascina nesta obra é o clima de festa permanente que a perpassa. Pessoas de origens e interesses múltiplos, sedes e associações pitorescas, reuniões e discussões políticas pela noite dentro, até que as horas se esgotassem. Mesmo para quem não viveu todas estas experiências na Paris da década de 60, este documento trazido até nós pela Campo das Letras consegue transportar-nos com rigor para o centro de um mundo frenético, para o centro do verdadeiro mundo até ao inevitável regresso a Portugal.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Mozart Na Selva


A história de Blair Tidall, jornalista e oboísta norte-americana que escreve sobre música clássica para o New York Times, revela o outro lado da vida de um músico de orquestra. Desde as dificuldades enfrentadas ainda durante o período de formação, passando pelas repetidas tentativas de entrar no círculo restrito dos grandes intérpretes e pelo final de carreira sem apoios e repleto de inseguranças, o seu relato prova que nem tudo são luzes e música perfeita. Sempre presente está o sexo, que constitui muitas vezes condição de acesso ao meio, bem como o álcool e as drogas, como escape e paliativo ao alcance de qualquer um. Só assim será possível disfarçar a atenuar sofrimentos pessoais, consequência da irresponsabilidade e desorganização que imperam naquele mundo, constantemente ameaçado por governos e patrocinadores. “Mozart Na Selva – Sexo, Drogas e Música Clássica”, publicado pela Guerra e Paz, é dos livros mais implacáveis alguma vez publicados sobre a vida orquestral, pois movimenta-se entre a corrupção do poder e da carne e a beleza de uma interpretação ao vivo. As falhas são identificadas e expostas para que todos saibam afinal como é o antes e o depois de um sonho.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Nem as Mulheres são tão Complicadas Nem os Homens tão Simples


Escrito pela psicóloga clínica Maria Jesus Alava Reyes, com uma experiência de mais de 25 anos, o livro “Nem as Mulheres são tão Complicadas Nem os Homens tão Simples” poderá ajudar o leitor a definir ou apenas caracterizar a relação que mantém com o seu companheiro, principalmente no caso de se encontrar com dúvidas relativamente ao seu futuro. Nesta recente publicação da Esfera dos Livros, podemos encontrar pistas para identificar de imediato os primeiros sinais de alarme numa relação. Para além disso, a autora tentará descobrir se as razões dos problemas se devem à natureza das mulheres, por muitos referida como complicada, ou à dos homens. Serão estes assim tão simples e práticos como transparecem? E serão as mulheres que complicam problemas simples? A autora parte sempre de casos reais e deixa, na última parte da obra, um conjunto de tabelas de registo de conduta e técnicas de relaxamento muscular de grande interesse prático.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Responde Se És Homem


A autora, Rita Ferro, lançou um repto a Rosado Fernandes, antigo reitor da Universidade de Lisboa e fundador da Confederação de Agricultores de Portugal. O desafio consistia numa troca de cartas (as “Epístolas Aos Incrédulos”) entre ambos, onde se discutissem as eternas questões que separam e atraem os homens e as mulheres da sociedade actual. O resultado foi este “Responde Se És Homem”, um livro a duas vozes publicado recentemente pelas Publicações Dom Quixote. A voz de Rita Ferro é, na sua essência, feminista, pois acredita que não há nada na vida que um homem saiba fazer e que, por sua vez, a mulher não consiga igualar ou superar. Por outro lado, Rosado Fernandes, responderá em nome do seu género, quer lamentando, quer defendendo os homens, com a sabedoria e sentido de humor característicos da sua maturidade e experiência. Trata-se de uma “conversa” bem-humorada e empolgante, em que o sexo não é afastado das posições tomadas e que se torna interessante para todos os homens e mulheres apreciadores da discussão saudável e rica em conteúdo.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Assim São os Homens



Assim São Os Homens, recentemente publicado em Portugal pela Editorial Presença, constituirá uma agradável companhia durante estes quentes meses de Verão. Trata-se de um dos últimos trabalhos de Elinor Lipman, autora de outros romances e contos de sucesso. Bem ao estilo da escritora, esta obra insere-se no género da comédia romântica e ligeira que, sem dificuldade, suscita o riso e provoca a gargalhada no leitor.
A autora consegue, numa escrita leve e ritmada, prender o leitor à narração dos acontecimentos, sempre imprevistos e surpreendentes. Uma situação de noivo em fuga no dia do próprio casamento constitui o ponto de partida deste romance. O “noivo”, Harvey Nash, regressa trinta anos depois para se desculpar perante Adele, a “noiva” abandonada. E por onde andou Nash durante todo este tempo? Pelos arredores de Los Angeles, vivendo com Dina, uma mulher que soube que Nash partia para não mais voltar a partir de uma simples mensagem no atendedor de chamadas.
Decidido a esclarecer os mal-entendidos do passado, Nash intrometer-se-á na rotina de Adele e das suas duas irmãs, Kathleen e Lois, todas solteiras e que, de tempos a tempos, dão abrigo a Richard, o irmão de amores inconstantes. Para além de querer o perdão de Adele, será que Nash a conseguirá reconquistar? Acreditará ela nas suas intenções a ponto de lhe dar uma segunda oportunidade? Encontre as respostas para estas questões numa história que se desenrola numa clima de bom humor e sedução permanentes.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Porque é que as Mulheres Gostam dos Homens



Helena Sacadura Cabral dedica este seu livro aos homens que sabem amar as mulheres. Sem apresentar fórmulas de atracção e do amor, mas desvendando os caminhos possíveis para o atingir, o principal objectivo da autora é perceber o que leva uma mulher a interessar-se por um determinado homem. Abordando as questões do físico, dos comportamentos, gostos e interesses em comum, todas as possibilidades são levantadas e discutidas pela autora numa escrita clara, acessível e sempre intimista. No seu levantamento sociológico, a autora interroga-se: “Há um homem português?”, ou, por outro lado, continuarão as mulheres a sonhar com o homem perfeito? Trata-se de um livro publicado pela Guerra e Paz para todos nós, precisamente por falar de homens e mulheres.