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quinta-feira, 5 de março de 2009

O Dragão e o Elefante


Há cerca de vinte anos que David Smith tenta dar a conhecer o mundo da economia ao público em geral através das colunas que assina em publicações como o Sunday Times e Professional Investor. Em “O Dragão e o Elefante”, este economista mostra como o poder geopolítico global está a mudar de mãos. Smith prevê que, em 2050, os países mais poderosos do mundo serão a China, a Índia e os Estados Unidos. De modo a estar preparado para os desafios desta Nova Ordem Mundial, aconselha-se a leitura deste acessível guia das Publicações Europa-América. Descubra como conseguiram a China e a Índia ascender em termos económicos, se o conseguirão continuar a afazer de forma sustentável, como irão os EUA e a Grã-Bretanha lidar com esta nova realidade e como tudo isto nos irá afectar. São sete capítulos bem organizados e fundamentados que nos ajudarão a antever o futuro da economia do planeta.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Mexa No Seu Dinheiro e Enriqueça Com a Crise


O espanhol Aitor Zárate, especialista em fiscalidade internacional e futuros financeiros, criou em 2005 uma das empresas mais inovadoras e com mais futuro de Espanha, a FH Inversiones. Com base nessa e noutras experiências, surgiu “Mexa o Seu Dinheiro e Enriqueça Com a Crise”, publicação recente da Esfera dos Livros. Aqui, aprende-se que, mesmo numa época de crise, é possível fazer bons investimentos e alcançar a tão desejada independência financeira. Em dezassete capítulos de interessante e fácil leitura, Roberto Santa Rita, o rico, explica de forma prática e directa a André Marques, o incrédulo, como podemos mexer no nosso dinheiro com segurança fazendo alguns investimentos. Finalmente, conseguirá responder a perguntas como: Qual o tipo de investimento mais eficaz? Quanto posso ganhar ou perder? De quanto dinheiro preciso para começar? Entre muitas outras questões pertinentes. Para ler com atenção, numa altura em que o esclarecimento financeiro poderá ser decisivo para muitas famílias.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Assim Matam os Portugueses


Para ajudar a compreender dez dos crimes que chocaram Portugal, surgiu “Assim Matam os Portugueses” de Ricardo Marques, reputado jornalista da imprensa escrita. Ao depararmo-nos com uma prosa fluida e leitura fácil, torna-se difícil largar este livro. Os capítulos sucedem-se numa interligação coerente. A abordagem do autor permite-nos estabelecer relações entre os vários casos abordados e compreender as inquietudes daqueles que os protagonizaram e investigaram. Indo além do relato jornalístico, o autor explica as próprias técnicas policiais de investigação pericial e a importância do pormenor na descoberta da identidade do criminoso. Todos recordam o caso do cabo da GNR que matou três jovens raparigas, ou de Maria das Dores, cuja ganância a levou muito além da fama quando planeou a morte do seu marido. Estes e outros, resolvidos ou por resolver, são alvo da reconstrução sem juízos do autor. Para Francisco Moita-Flores, que prefacia esta original obra da Esfera dos Livros, este livro “conduz-nos às entranhas do homicídio”, o crime “mais temido por qualquer cidadão”.

segunda-feira, 17 de março de 2008

País (In)Sustentável


Há muito que o trabalho de Luísa Schmidt pela defesa do meio ambiente e qualidade de vida em Portugal é conhecido. Nos últimos 18 anos, manteve a coluna “Qualidade Devida” no Jornal Expresso e é a autora da série televisiva “Portugal, Um Retrato Ambiental”, entre outras publicações subordinadas à mesma temática. Numa edição da Esfera do Caos, em “País (In)Sustentável” encontramos reunidos alguns dos seus mais importantes e polémicos artigos dos últimos anos que nos mostram como o ambiente e o ordenamento são uma urgência na manutenção da qualidade de vida. São as “verdades inconvenientes” de Portugal. Os capítulos iniciais, mais generalistas, dedicam-se aos fenómenos das alterações climáticas, agricultura e transgénicos, desenvolvimento sustentável, questões de cidadania e saneamento. De seguida, são apresentadas as principais fragilidades do país e descreve-se a forma como os vários casos têm sido tratados pelas autoridades competentes. Na maioria dos casos, conclui-se que muito há ainda por fazer. Entre outros, destacam-se o caso do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, da Ria Formosa, do abate de sobreiros, da erosão das costas, da saturação do Algarve e dos programas POLIS. Um livro para todos os que querem saber e agir.

quarta-feira, 12 de março de 2008

As Novas Censuras – Nos Bastidores da Manipulação da Informação


A manipulação e controlo da informação pelas forças políticas, agências de comunicação e “spin doctors” (os estrategas que gerem toda a percepção do público) constituem o tema central desta obra organizada por Paul Moreira, jornalista de investigação que criou e dirigiu no Canal+ o programa “90 Minutes”, e editada pelas Publicações Europa-América. Em “As Novas Censuras” são recuperados e expostos os meandros de casos como o do massacre de Abidjan, das valas comuns, de Timor-Leste, do terrorismo islâmico, da globalização e até da obesidade como epidemia catódica. Paul Moreira explica e apresenta os seus relatos enquanto testemunha, interveniente e, por vezes, vítima, de como muitas situações que chegaram ao conhecimento do público já vinham deturpadas e despojadas de alguns pormenores decisivos para a sua interpretação e julgamento. Tudo isto é conseguido através de técnicas variadas e requintadas que, além de esconderem a verdade, conseguem pressionar os intervenientes e controlar o seu impacto na opinião popular.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

A Culpa dos McCann


Da autoria do jornalista Manuel Catarino, chefe de redacção do jornal Correio da Manhã, e com prefácio de Francisco Moita Flores, “A Culpa dos McCann” relata de forma clara e imparcial todos os passos da investigação sobre o desaparecimento de Maddie, um mistério real que apaixonou o país e o mundo. Não se trata de uma visão romantizada da situação, mas sim de uma verdadeira reportagem em prosa, transformando o livro num documento imprescindível para quando, mais tarde, se contruir, em definitivo, a história do desaparecimento de Maddie. Desde os seus últimos momentos em público ao inesperado regresso a Inglaterra de toda a família meses depois, passando por uma entrevista a José Manuel Anes, um dos mais respeitados criminalistas portugueses e especialistas em segurança, nenhum momento foi obliterado. De salientar ainda as muitas páginas dedicadas a fotografias dos momentos mais marcantes da presença da família McCann em Portugal, antes e depois do desaparecimento de Maddie. Editado recentemente pela editora Guerra e Paz, o jornalista confirma o poder da comunicação social em todo o mundo, assim como o conjunto de manobras, movimentações e conjecturas capazes de a fortalecer e manipular.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

O Ataque à Razão


Publicado pela Esfera do Caos, “O Ataque à Razão”, da autoria de Al Gore, Prémio Nobel da Paz 2007, avalia o passado, o presente e o futuro da democracia e do debate democrático. Cada vez mais condicionados e limitados pelos meios de comunicação, os cidadãos são impedidos de participar no debate político. Aproveitando para criticar e deitar por terra a actuação de Bush, o autor torna claro como algumas forças estão a agir contra nós e sobre a nossa capacidade de raciocinar. A comunicação, politicamente falando, processa-se apenas num sentido, em termos de retórica visual e linguagem corporal, enquanto a lógica e a razão deixam de ter lugar. Este livro constitui um passo além depois de “Uma Verdade Inconveniente”, passando do alerta quanto às alterações climáticas para um manifesto em linguagem clara e pensamento lúcido baseado na experiência da sua vida política e no trabalho de especialistas. O alerta de Al Gore é premente, pois não nos resta muito mais tempo para desperdiçar em apatias. É tempo de agir contra os meios utilizados, de momento, pela democracia. É necessário apurar verdades e raciocinar objectivamente.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Guia Terapêutico de Cinema


A Guerra e Paz publica um precioso guia que o poderá ajudar a ultrapassar os mais variados problemas de saúde, desde insónias a fobias, passando por depressões e até, imagine-se, desastres amorosos. A proposta é simples e o medicamento, para além de original, surge em todos os estilos, desde a comédia ao terror. Para cada patologia, Pedro Marta Santos, jornalista, argumentista, guionista e autor deste “Guia Terapêutico de Cinema”, apresenta um folheto médico com indicações, contra-indicações, efeitos secundários, interacções medicamentosas e, finalmente, a receita de tratamento com os filmes aconselhados, cujas composições e substâncias activas são claramente expostas ao leitor / paciente. O mais fácil de todo este processo será, decerto, a ida à “farmácia”, isto é, ao clube de vídeo mais próximo. Com um slogan apelativo, “Não vá ao médico, veja filmes!”, a filmoterapia proposta por este livro promete reduzir, na medida do possível, o consumo de fármacos.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Ayaan Hirsi Ali – Uma Mulher Rebelde


Esta é a história, contada na primeira pessoa, de uma das mulheres que mais controvérsia gerou nos campos da política e da religião nos últimos anos, Ayaan Hirsi Ali. Assumindo-se como “Uma Mulher Rebelde” desde o título até à última página, ninguém a poderá, no entanto, acusar de não ter tentado ser sempre uma boa muçulmana. Nascida na Somália, viveu a sua juventude entre este país, a Arábia Saudita, a Etiópia e o Quénia, seguindo a família e os preceitos, bem como sofrendo as violências, da religião na qual nascera.
O seu espírito independente, inquisitivo e inteligente não lhe permitiam, contudo, concordar com todas as palavras do Corão nem com a forma como estas são transmitidas geração após geração. No seu relato, publicado pela Presença, a autora mostra-nos como as exigências do Islão não permitiram que muitas nações africanas se desenvolvessem de modo a aceitarem e promoverem o avanço científico, a comodidade e o conforto da vida moderna, o respeito e a igualdade entre homens e mulheres, entre raças e etnias diferentes.
Inconformada com o destino que a família previra para si, passando por um casamento que não desejava, Hirsi Ali consegue, por sua conta e risco, instalar-se na Holanda, fazer amizades, estudar, trabalhar, tornar-se cidadã holandesa e ser eleita deputada da Câmara Baixa pelo Partido Liberal. Deixara para trás a família mas ajudava-os, mesmo à distância. A liberdade do Ocidente permitia-lhe expor as suas críticas ao Islão e lutar pelos direitos das mulheres entre outras causas. Uma das formas de expressar o seu inconformismo foi através do argumento do filme Submission, de sua autoria, realizado por Theo van Gogh. Devido a este filme, onde se contesta a posição submissa das mulheres muçulmanas, van Gogh seria assassinado e Hirsi Ali perseguida por extremistas islâmicos até aos dias de hoje.
Vale a pena ler este relato inspirador de coragem renovada e determinação apesar de todas as contrariedades sociais, religiosas, políticas e familiares.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Diário das Minhas Viagens



Muitas têm sido as figuras do mundo do cinema e da música a despertar o mundo para as questões humanitárias que subsistem nos vários continentes. Em “Diário das Minhas Viagens”, Angelina Jolie descreve o que tem feito, desde 2001, enquanto Embaixadora da Boa-Vontade para o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). Não se tratou de uma utilização mediática da sua imagem, uma vez que o seu empenho passou para a esfera pessoal. A actriz viveu, trabalhou e dedicou-se inteiramente àqueles com quem contactou durante as suas viagens a África, ao Paquistão, ao Camboja e ao Equador. Trata-se de um périplo que veio alterar a visão que a autora tinha do mundo e que poderá alterar também a nossa. Para tal poderão contribuir o relato intenso da autora, bem como a parte central do livro com as fotografias que documentam os momentos mais marcantes das viagens. Os direitos de autor desta obra da Casa das Letras revertem a favor do ACNUR.

A Verdadeira História dos Voos da CIA



A verdade sobre o transporte e interrogatório de presos pelos EUA, desde o 11 de Setembro, é agora revelada em “A Verdadeira História dos Voos da CIA”. A Campo das Letras publica, assim, numa obra dirigida ao cidadão consciente, o resultado das investigações de Trevor Plagen, geógrafo militar, e de A. C. Thompson, um premiado jornalista. Estes seguiram várias rotas de aviões, descobrindo que as detenções ilegais, tortura e transferência de presos entre “prisões secretas” continuam na actualidade. Mostram que estas “entregas extraordinárias” foram formalizadas pelos EUA sendo, inclusive, coniventes com o programa militar, que se ajusta para manter as movimentações na sombra. São apresentados documentos e fotografias irrefutáveis. Um livro importante para que o resto do mundo tome posição, ao invés de continuar sem querer ver.