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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Benazir Bhutto – A Filha do Destino


Esta é a autobiografia da primeira mulher a liderar um estado muçulmano após a era do colonialismo, o Paquistão. Nesta história, inspiradora de força, dedicação e coragem perante a adversidade encontramos aquela que foi a sua saga. O assassínio do seu pai, os anos que passou detida na sua própria casa, o tempo passado em exílio, o massacre de Agosto de 1986, o falecimento do irmão e a sua eleição como primeira-ministra são apenas alguns dos momentos que marcaram a sua vida. “Benazir Bhutto – A Filha do Destino” é um comovente e dramático relato. Após dois mandatos no governo, foi afastada do poder sob acusações de corrupção. Viria a ser morta, num atentado suicida, a 27 de Dezembro de 2007, dois meses após regressar de um auto-exílio de vários anos em Londres e no Dubai. Vale a pena ler esta obra das Publicações Dom Quixote, onde a luta pela manutenção do espírito da liberdade está presente da primeira à última página.

Uma História Americana


Para melhor analisar as ideias do político da esperança e da mudança, foi publicada pela Esfera do Caos a obra “Uma História Americana” que inclui os seus 21 melhores discursos. Seleccionados pelo jornalista David Olive, Obama aborda nestes discursos as temáticas do combate ao terrorismo, Guerra do Iraque, alterações climáticas, recuperação económica à escala internacional, problemas e justiça social, entre outros. O livro beneficia ainda da inclusão de textos de enquadramento, nos quais são apresentados os perfis de Barack e Michelle Obama, bem como sinopses das posições adoptadas pelo actual Presidente Americano relativamente aos principais desafios do mundo. Esta edição portuguesa é prefaciada por Viriato Soromenho-Marques. Trata-se de um livro que não o deixará indiferente ao pensamento arrebatador daquele que já foi comparado a Kennedy e Martin Luther King.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Blair – A Moral e o Poder


Com apenas 28 anos de idade, Bernardo Pires de Lima aplicou todos os seus conhecimentos adquiridos ao longo dos últimos anos na área das relações internacionais nesta obra trazida até nós pela Guerra e Paz. Como o próprio título indica, o tema central será a figura de Tony Blair e o período de dez anos em que a sua influência mais se fez sentir enquanto líder da política externa na Grã-Bretanha. Os seus reflexos na Europa e no Mundo nunca mais serão esquecidos. Com prefácio de José Lamego, fazendo uso de uma compreensão algo crítica dos acontecimentos, mas sem emitir juízos de valor, o autor explora em seis capítulos uma década de política externa dos trabalhistas a nível nacional e internacional. A “ousadia intelectual” do autor foi o ingrediente decisivo na construção de “Blair – A Moral e o Poder”. Do final da Guerra Fria a Maastricht, passando pelo Kosovo e Iraque, aqui se prova que escrever sobre a história do presente é possível e, acima de tudo, fundamental para o futuro de todos nós enquanto cidadãos do mundo.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Marechal Costa Gomes


A figura emblemática do Marechal Costa Gomes é-nos apresentada em biografia pelo historiador Luís Nuno Rodrigues. Numa recente publicação da Esfera dos Livros, ficamos a conhecer o papel que Costa Gomes desempenhou nos últimos anos de ditadura e durante o Processo Revolucionário em curso (PREC) após a Revolução do 25 de Abril. Em “Marechal Costa Gomes – No Centro da Tempestade”, uma biografia organizada em capítulos curtos e de fácil leitura, acompanhamos o percurso do jovem aluno do Colégio Militar, o mesmo que Marcelo Caetano viria a escolher para chefiar as Forças Armadas e aquele que os capitães de Abril escolheriam para liderar o novo regime. Ao substituir António de Spínola na presidência, Costa Gomes foi exemplo de moderação entre as várias forças que disputaram o controlo de Portugal em tempos muito delicados. Conseguiu evitar o despoletar de uma guerra civil, contribuindo para a instauração de um verdadeiro regime democrático. Esta publicação de luxo em capa dura é ainda enriquecida por dois conjuntos de fotografias do Marechal entre 1971 e 1976, propriedade do Arquivo Nacional Torre do Tombo.

Montparnasse – Até ao Esgotamento das Horas


O excesso da década de 60 em Paris serve de mote a Vasco de Castro para a construção do romance “Montparnasse – Até ao Esgotamento da Horas”. Forçado ao exílio na capital francesa entre 1961 e 1974, aí colaborou como desenhador satírico em vários títulos da imprensa francesa. Foi também aí que fundou uma editora e várias publicações políticas de esquerda. Na primeira pessoa, Vasco de Castro descreve as experiências excessivas de um lugar e época únicos: Montparnasse nos anos 60. Para além dos rigores a que o exílio o votara, o que mais fascina nesta obra é o clima de festa permanente que a perpassa. Pessoas de origens e interesses múltiplos, sedes e associações pitorescas, reuniões e discussões políticas pela noite dentro, até que as horas se esgotassem. Mesmo para quem não viveu todas estas experiências na Paris da década de 60, este documento trazido até nós pela Campo das Letras consegue transportar-nos com rigor para o centro de um mundo frenético, para o centro do verdadeiro mundo até ao inevitável regresso a Portugal.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

O Livro Negro do Capitalismo


Organizado por Gilles Perrault, “O Livro Negro do Capitalismo”, publicado pela editora Campo das Letras, reúne artigos de historiadores, sociólogos, economistas, escritores e sindicalistas como Philippe Paraire, Roger Bordier, Claude Willard, Jean Pierre Fléchard, François Derivery, Jacques Jurquet, Robert Pac ou Agostinho Lopes sobre o modelo económico, ideológico e político que, ao longo da história, tanta injustiça discriminação e desigualdade social produziu. São histórias de escravidão, repressão, tortura, violência, roubo de terras e recursos naturais, criação e divisão artificial de países, imposição de ditaduras, embargos económicos, destruição de modos de vida dos povos e das culturas tradicionais, devastação ambiental, desastres ecológicos, fome e miséria. Organizados cronologicamente, os textos curtos e de fácil leitura transmitem, por vezes, a angústia pessoal dos autores. A solução para o problema ainda está por encontrar, uma vez que a nossa capacidade de resistir é a cada dia mais fraca. A esperança reside nas mãos dos que conseguem resistir ao capitalismo e que, um dia, unidos, salvarão o mundo.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

A Utopia Segundo Che Guevara


No passado dia 9 de Outubro, passaram 40 anos sobre a morte de Che Guevara, um homem cuja efémera mas intensa existência mostra como é possível lutar por uma sociedade mais justa. Os ideais do guerrilheiro que saiu de si em benefício do colectivo inundam-nos a cada dia como estímulos para continuarmos a crer que é possível mudar a sociedade pela acção do homem real. Baptista-Bastos prefacia “A Utopia Segundo Che Guevara”, livro de Viriato Teles, resultado das viagens e reportagens deste jornalista pela América Latina. Desde as mudanças operadas pela Revolução Cubana de 1959, passando pela entrevista, o livro (bem ilustrado com fotos surpreendentes) culmina com vinte e cinco canções dedicadas a Che. Publicado pela Campo das Letras, escrito num português correctíssimo de tom apaixonadamente imparcial, como é apanágio do verdadeiro jornalista, este livro poderá ser para muitos o redescobrir de Che e dos seus ideais que têm tanto de utópicos quanto a nossa mente o permitir. Ou não tivesse o guerrilheiro dito outrora: “Sejamos realistas, exijamos o impossível”.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Ayaan Hirsi Ali – Uma Mulher Rebelde


Esta é a história, contada na primeira pessoa, de uma das mulheres que mais controvérsia gerou nos campos da política e da religião nos últimos anos, Ayaan Hirsi Ali. Assumindo-se como “Uma Mulher Rebelde” desde o título até à última página, ninguém a poderá, no entanto, acusar de não ter tentado ser sempre uma boa muçulmana. Nascida na Somália, viveu a sua juventude entre este país, a Arábia Saudita, a Etiópia e o Quénia, seguindo a família e os preceitos, bem como sofrendo as violências, da religião na qual nascera.
O seu espírito independente, inquisitivo e inteligente não lhe permitiam, contudo, concordar com todas as palavras do Corão nem com a forma como estas são transmitidas geração após geração. No seu relato, publicado pela Presença, a autora mostra-nos como as exigências do Islão não permitiram que muitas nações africanas se desenvolvessem de modo a aceitarem e promoverem o avanço científico, a comodidade e o conforto da vida moderna, o respeito e a igualdade entre homens e mulheres, entre raças e etnias diferentes.
Inconformada com o destino que a família previra para si, passando por um casamento que não desejava, Hirsi Ali consegue, por sua conta e risco, instalar-se na Holanda, fazer amizades, estudar, trabalhar, tornar-se cidadã holandesa e ser eleita deputada da Câmara Baixa pelo Partido Liberal. Deixara para trás a família mas ajudava-os, mesmo à distância. A liberdade do Ocidente permitia-lhe expor as suas críticas ao Islão e lutar pelos direitos das mulheres entre outras causas. Uma das formas de expressar o seu inconformismo foi através do argumento do filme Submission, de sua autoria, realizado por Theo van Gogh. Devido a este filme, onde se contesta a posição submissa das mulheres muçulmanas, van Gogh seria assassinado e Hirsi Ali perseguida por extremistas islâmicos até aos dias de hoje.
Vale a pena ler este relato inspirador de coragem renovada e determinação apesar de todas as contrariedades sociais, religiosas, políticas e familiares.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

A Santa Aliança


Familiarizado ao longo da sua carreira com os assuntos mais polémicos da actualidade, Eric Frattini reúne em “A Santa Aliança”, publicado pela Campo das Letras, os resultados das suas investigações sobre os bastidores do Vaticano e as movimentações escusas ali ocorridas durante os últimos cinco séculos. A criação do serviço de espionagem do Vaticano, em 1556, marcou o início de séculos de operações ilícitas mais ou menos (des)cobertas. Sempre em nome de Deus, ao serviço da fé e por ordem do Papa, as decisões tomadas nunca poderiam ser contestadas, quer tal implicasse assassinatos, financiamentos de regimes políticos totalitários e ditatoriais, fugas de criminosos ou crimes económicos. Uma obra controversa, polémica, que só um jornalista de coragem como Eric Frattini poderia escrever. Este é um livro para os leitores que sempre procuraram a verdade e a transparência mesmo que, para tal, os mitos tenham de cair.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

As Mulheres da Bíblia



As “Histórias de Amor, Luxúria e Desejo” das “Mulheres da Bíblia” sobre as principais figuras femininas nela presentes são-nos narradas, neste livro, por Naomi Harris Rosenblatt. A autora explica as várias histórias com uma sensibilidade criteriosa, mostrando grande compreensão pela dimensão humana das “personagens”.
As leituras e consequentes análises feitas pela autora advêm do seu interesse pelos Estudos Bíblicos, disciplina que lecciona em Washington, dos primeiros debates na Escola Reali de Haifa em Israel e das próprias discussões em casa sobre estes assuntos.
Trata-se de um livro de especial interesse para aqueles de espírito indagador ou para os que procuram, nos fundadores da história moderna, modelos ou figuras de inspiração. Mesmo para quem não leu o texto integral da Bíblia, esta poderá ser a forma de ler e ficar a conhecer, pelos olhos e interpretação da autora, as figuras femininas de Eva, Sara, Rebeca, Dalila, Betsabé, Jezabel ou da própria Rainha de Sabá. Esta é uma obra importante não do ponto de vista religioso, mas sim cultural e literário, visto que temos à nossa disposição novas interpretações de episódios do texto bíblico.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

“Aqui é o Paraíso” Uma Infância na Coreia do Norte



Hyok Kang, assim como muitos outros habitantes da Coreia do Norte, viveu a sua infância assombrado pelas palavras “Aqui é o Paraíso!”, repetidas até à exaustão pelos altifalantes nas ruas, na rádio e até pelos professores nas escolas. Contra a frase que assegura a realidade da Coreia do Norte como a melhor, levanta-se a sombra da fome. É esta fuga ao sofrimento e à dor que o jornalista de investigação Philippe Grangereau recolheu junto de Hyok Kang, passando-a para o papel. Os retratos dos campos de trabalho e execuções públicas da última fortaleza comunista, de impressionante clareza e realidade, são ainda corroborados por desenhos de Kang. A Ulisseia, na sua colecção “Os Afluentes da Memória”, publica mais um testemunho de fuga e conquista sobre os radicalismos políticos, sempre limitadores da liberdade e condição humana.

Os Amores de Salazar



A autora, Felícia Cabrita, apresenta no seu livro, “Os Amores de Salazar”, uma outra visão sobre o ditador português que marcou a história política e social do nosso país durante décadas. Conhecido principalmente pelas suas atitudes e ideias sempre “a bem da nação”, desta vez é-nos apresentado o lado D. Juan de Salazar. Apesar das suas inúmeras conquistas, nunca conseguiu fazer feliz qualquer mulher. Os suspiros de amor nunca levaram Salazar a assumir qualquer compromisso definitivo. Entre as mulheres que o fizeram suspirar encontram-se, segundo a autora, Felismina de Oliveira, Júlia Perestrelo, Maria Laura, Mercedes Feijó ou Christine Garnier, uma jornalista francesa que o convenceu a enviar-lhe regularmente os melhores vinhos. Apresentando excertos da sua agenda pessoal, de cartas de amor e até fotografias, esta obra, publicada pela Esfera dos Livros, dá a conhecer a todos um Salazar intimista e pessoal que bem poucos conseguirão imaginar.

O Despertar do Irão



Vencedora do Prémio Nobel da Paz em 2003, Shirin Ebadi, iraniana, advogada e uma das maiores activistas dos direitos humanos a nível mundial, conta a sua história de vida em “O Despertar do Irão – Memórias da Revolução e de Esperança”, da Guerra e Paz. Num livro para quem admira os verdadeiros heróis, a autora revela como a esperança sempre a acompanhou ao longo de anos de prisão, ameaças e humilhações constantes. Procura ainda corrigir os estereótipos ocidentais acerca do Islão, principalmente no que respeita à imagem da mulher muçulmana como uma criatura dócil e desamparada. Por acreditar num futuro melhor para aqueles que vivem no Irão, lutou sempre com coragem em defesa do seu povo, das mulheres e crianças em particular.

A Verdadeira História dos Voos da CIA



A verdade sobre o transporte e interrogatório de presos pelos EUA, desde o 11 de Setembro, é agora revelada em “A Verdadeira História dos Voos da CIA”. A Campo das Letras publica, assim, numa obra dirigida ao cidadão consciente, o resultado das investigações de Trevor Plagen, geógrafo militar, e de A. C. Thompson, um premiado jornalista. Estes seguiram várias rotas de aviões, descobrindo que as detenções ilegais, tortura e transferência de presos entre “prisões secretas” continuam na actualidade. Mostram que estas “entregas extraordinárias” foram formalizadas pelos EUA sendo, inclusive, coniventes com o programa militar, que se ajusta para manter as movimentações na sombra. São apresentados documentos e fotografias irrefutáveis. Um livro importante para que o resto do mundo tome posição, ao invés de continuar sem querer ver.

História do Pensamento Político Ocidental




“História do Pensamento Político Ocidental” impõe-se como obra de referência para todos os que se interessam por temas de carácter histórico-político. São apresentados dois mil e quinhentos anos de teoria política que serviram de base à política contemporânea. John Murrow, um proeminente professor de Estudos Políticos, analisa e compara as ideias de Platão, Aristóteles, Maquiavel e Marx, para citar apenas estes. Aqui são seguidos os critérios da finalidade, localização, exercício e desafio da autoridade política. Para melhor compreender as questões políticas da actualidade, as Publicações Europa-América oferecem-nos uma visão completa sobre a história política do Ocidente.