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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Violência e Vítimas de Crimes: Crianças


Coordenado por Carla Machado e Rui Abrunhosa Gonçalves, psicólogos, esta é a 3.ª edição, revista e alargada, do segundo volume, dedicado às crianças, de “Violência e Vítimas de Crimes”. Neste manual da Quarteto, apresenta-se o panorama actual do nosso país quanto à situação das crianças enquanto vítimas de crimes. Investigadores discutem e aprofundam a avaliação e intervenção junto das vítimas, a protecção legal de que dispõem e os aspectos que definem a sua vulnerabilidade e sofrimento. As situações estudadas vão desde o abuso sexual à violência escolar e familiar, não esquecendo a exploração laboral e os casos de ruptura familiar, bem como a institucionalização e adopção. Este é um excelente contributo para a formação específica na área da vitimologia e para a crescente consciencialização social para este fenómeno.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Agente Zigzag


Para quem não resiste a um bom romance de espionagem e intriga com a Segunda Guerra Mundial em pano de fundo, então não poderá deixar de ler “Agente Zigzag” de Ben Macintyre. A história tem como figura central Eddie Chapman, o mais sensacional agente secreto do serviço de segurança britânico MI5. O autor, e simultaneamente editor do jornal The Times, levou a cabo um aturado trabalho de pesquisa sobre aquele que ficaria conhecido como Agente Zigzag. Os ficheiros descobertos revelaram uma descrição meticulosa da personalidade deste herói/espião. Onde terminava o vilão e começava o herói ou onde o amante dava lugar ao traidor, foi sempre o quebra-cabeças das suas mulheres, dos seus chefes e de si próprio. A obra de Macintyre é ainda enriquecida pelas fotografias reproduzidas nas páginas centrais e pelo apêndice, notas finais e índice remissivo de impressionante detalhe.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Fogo Sobre os Media


Francisco Ferrándiz e José Manuel Pureza coordenaram a concretização do livro “Fogo Sobre os Media” que reúne comunicações apresentadas em colóquios internacionais, em 2001 e 2002, sobre a relação entre os meios de comunicação e os conflitos armados. Organizados em duas partes, “Informação, Conhecimento e Conflitos Armados” e “Ambivalências e Ambiguidades: As Lições da Prática”, os textos seleccionados provam a necessidade de aprofundar esta discussão. Jornalistas , académicos, políticos e activistas estão necessariamente envolvidos neste debate, infelizmente, sem final à vista, entre conhecimento e informação, direito à informação e manipulação, e jornalismo de guerra e jornalismo para a paz. Mais um contributo da Editora Quarteto para construção da comunidade internacional.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

O Rio e o Seu Segredo


Com toda a sua vida dedicada à música, Zhu Xiao-Mei é conhecida no mundo inteiro como uma pianista virtuosa. Com esta obra, recentemente publicada pela Guerra e Paz, venceu o Grand Prix des Muses. Nitidamente auto-biográfico, “O Rio e o Seu Segredo” mostra como a música nasceu com a autora e como a veio a salvar da opressão. Forçada a enfrentar e a aderir à revolução maoista, foi enviada para um campo de reeducação, de modo a que desaparecesse de si todo e qualquer gosto e desejo pela música, restando apenas a adoração a Mao. Mas mesmo aí, a força da música viria a imperar através de um velho acordeão, que lhe devolveu algumas notas milagrosas, amenizando os dez anos de luta e exílio que se seguiriam. O leitor tem agora o privilégio de acompanhar a história desta mulher excepcional, de entrar na sua vida de avanços e recuos, de lutas e, acima de tudo, vitórias. Para além disso, poderá também contactar com alguns dos preceitos da revolução cultural chinesa, pelos olhos de Zhu Xiao-Mei, construindo a sua própria visão dos acontecimentos do passado.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

As Paredes Têm Ouvidos


“As Paredes Têm Ouvidos”, da Campo das Letras, apresenta em banda desenhada uma história que gira em torno do edifício ex-sede da PIDE, na Rua António Maria Cardoso. Trata-se da visão do autor italiano Giorgio Fratini quanto aos acontecimentos antes e depois da Revolução de Abril de 1974. Quando se descobre que o edifício que foi palco de sofrimentos, torturas e crueldades está prestes a ser transformado em apartamentos de luxo e lojas, as reacções diversas sucedem-se e contrapõem-se. Através dos traços e tons do autor em cerca de cem páginas, o leitor tem agora a oportunidade de ver os seus próprios conflitos pelos olhos de um arquitecto estrangeiro e perceber que, também noutros países, foi sentida e reconhecida a ditadura em Portugal. À semelhança de outros países, a questão da perda de memória de um lugar é um tema já tratado na literatura. Aqui, a inovação reside no facto de a questão ser tratada sob a forma de banda desenhada. Termina com uma breve cronologia do período revolucionário e com uma nota do tradutor e crítico literário Roberto Francavilla.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

O Meu Nome É Salma


Da colecção Contemporânea das Publicações Europa-América, o romance “O Meu Nome é Salma", da autoria de Fadia Faquir, narra a história de uma mulher muçulmana cuja honra foi violada por ter vivido a experiência do amor proibido e que foi forçada ao exílio. Por ter engravidado antes de casar, Salma vê a sua filha ser-lhe arrancada dos braços e, já de honra manchada e para sua própria protecção, é obrigada a mudar-se para a cidade sombria de Exeter, na Inglaterra. Se não o fizesse, poderia vir a ser morta pelo próprio irmão para salvar a honra da família. Apesar de se adaptar ao modo de vida ocidental, aprendendo os costumes e as maneiras dos europeus com a sua senhoria e com o seu companheiro, Salma não consegue arrancar do coração nem da lembrança o choro da sua bebé. Quando a angústia se torna insuportável, decide regressar à aldeia do Levante, para a procurar. Numa viagem de tudo ou nada, desafiando um destino há muito traçado, Salma reunirá todas as suas forças e coragem tendo em vista um único fim. Uma história tão intemporal como os próprios sentimentos de amor e o ódio.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Tenho 13 Anos, Fui Vendida


O jeito inocente de cada frase, a simplicidade de cada capítulo e a força do conjunto que compõe esta obra fez de “Tenho 13 Anos, Fui Vendida”, da autoria de Patrícia McCormick, um dos cem melhores livros de 2006, de acordo com a revista Publisher’s Weekly, tendo sido, no mesmo ano, finalista do famoso National Book Award, na categoria de literatura juvenil, nos Estados Unidos da América. Em Portugal, chega até nós através da Editorial Presença.
A autora conta, com todo o impacto que provoca o relato na primeira pessoa, a história de Lakshmi, uma menina nepalesa de treze anos que se vê repentinamente transposta da sua pequena aldeia perdida nos Himalaias, onde brincava com a sua cabra de estimação e com a irmã bebé, para a cidade de Calcutá, na Índia. Tinha sido vendida pelo padrasto como escrava sexual, passada entre vários intermediários e acabara num bordel cujo nome é de uma ironia macabra para que se vê nele preso, a Casa da Felicidade. Obrigada a fazer tudo o que mais a repugna, entregue ao mundo da prostituição por um período de tempo incalculável, a sua obstinação e determinação serão suficientes para que consiga manter a sua coragem e integridade. A protagonista partilha as suas pequenas alegrias, bem como as agonias das colegas que a acompanham na sobrevivência diária. Tudo isto influirá decisivamente no seu destino. De enaltecer, a leveza da prosa incutida à pequena Lakshmi pela mão da autora.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

A Ameaça Global


É provavelmente a obra mais actual sobre o conflito no Iraque. As crónicas reunidas em “A Ameaça Global”, escritas pelo General Loureiro dos Santos, especialista em questões de defesa, elucidam o leitor quanto aos últimos anos de guerra que assolam aquele país do Médio Oriente. Cada capítulo dedicado a cada um dos anos de guerra encontra-se subdividido em textos curtos, de leitura acessível, numa prosa concreta. As questões levantadas prendem-se com a estratégia levada a cabo pelos Estados Unidos da América no que concerne à sua actuação em solo iraquiano. Certo de que nesta guerra nunca haverá um vencedor e um derrotado claros, o autor apenas assegura que as acções dos EUA ainda arrastaram outros países para o conflito. Fazendo uso da sua capacidade de actuação global, os EUA iniciaram, prolongaram e influenciaram a guerra. No entanto, o arrastar dos acontecimentos veio a revelar também as vulnerabilidades e fraquezas desta super potência: atentados aos direitos humanos, deficiências militares, perda de eficácia noutras crises, entre outras. Grave será também o impulso que deu ao terrorismo global, protagonizado pela Al-Qaeda, que teve oportunidade de se reorganizar. A capacidade de intevenção inicial dos EUA contrasta, assim, com a sua actual dificuldade em concretizar objectivos. Trata-se de mais uma importante publicação da Europa-América.

Incidentes Críticos na Sala de Aula


A editora Quarteto publica mais um instrumento útil para professores, psicólogos, estudantes de licenciaturas em ensino e até pais. Numa altura em que a violência nas escolas está na ordem do dia, a análise e discussão do problema encontram aqui um importante recurso que pode ajudar a todos na reflexão. A resolução adequada deste tipo de problemas constitui um ponto essencial para a qualidade de ensino. A violência e indisciplina, cada vez mais frequentes, são hoje em dia uma parte considerável das dificuldades sentidas pelos professores, principalmente os que estão em início de carreira. Tornam-se origem de desconforto e frustração, transformando por vezes um sonho de vida num pesadelo interminável. “Incidentes Críticos na Sala de Aula”, da autoria de Carlos Silva, Paulo Nossa, Jorge Silvério e Andreia Ferreira, é um manual prático que segue o método da Análise Comportamental Aplicada (ACA). Apresenta, contudo, uma sólida base teórica podendo servir de guia para a intervenção clínica. Esta obra constitui, portanto, um enriquecimento da bibliografia sobre o pertinente tema da psicologia educacional.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Massacres em África


Publicado recentemente pela Esfera dos Livros, “Massacres em África” da autoria da jornalista Felícia Cabrita, é, uma vez mais, o culminar de anos de trabalho de investigação. Foi desde a primeira vez que aterrou em Angola, em 1991, que se dedicou a calar o silêncio que insistia em esconder os massacres cometidos nas antigas colónias portuguesas durante o período do Estado Novo. Na década de 50, os massacres de Batepá, em São Tomé, marcam o início do seu relato. A jornalista conduz-nos depois até 1961, à chacina da UPA sobre os colonos portugueses. A luta na Guiné e o massacre de Wiriyamu, que tiraria a vida a centenas de moçambicanos, e ainda a história de Sita Valles, são igualmente alvo da investigação de Felícia Cabrita. Partindo muitas vezes de testemunhos recolhidos no local, onde as recordações das pessoas e os cheiros dos locais ajudam à reconstrução de cenários, passando por inúmeras horas de pesquisa de arquivo, a autora apresenta-nos o lado mais negro dos homens nunca perdendo de vista o seu objectivo diário, a descoberta da verdade como imperativo da consciência. Esta verdadeira história da violência em África é ainda enriquecida por um conjunto de documentos e imagens impressionantes.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

O Livro Negro do Capitalismo


Organizado por Gilles Perrault, “O Livro Negro do Capitalismo”, publicado pela editora Campo das Letras, reúne artigos de historiadores, sociólogos, economistas, escritores e sindicalistas como Philippe Paraire, Roger Bordier, Claude Willard, Jean Pierre Fléchard, François Derivery, Jacques Jurquet, Robert Pac ou Agostinho Lopes sobre o modelo económico, ideológico e político que, ao longo da história, tanta injustiça discriminação e desigualdade social produziu. São histórias de escravidão, repressão, tortura, violência, roubo de terras e recursos naturais, criação e divisão artificial de países, imposição de ditaduras, embargos económicos, destruição de modos de vida dos povos e das culturas tradicionais, devastação ambiental, desastres ecológicos, fome e miséria. Organizados cronologicamente, os textos curtos e de fácil leitura transmitem, por vezes, a angústia pessoal dos autores. A solução para o problema ainda está por encontrar, uma vez que a nossa capacidade de resistir é a cada dia mais fraca. A esperança reside nas mãos dos que conseguem resistir ao capitalismo e que, um dia, unidos, salvarão o mundo.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Ayaan Hirsi Ali – Uma Mulher Rebelde


Esta é a história, contada na primeira pessoa, de uma das mulheres que mais controvérsia gerou nos campos da política e da religião nos últimos anos, Ayaan Hirsi Ali. Assumindo-se como “Uma Mulher Rebelde” desde o título até à última página, ninguém a poderá, no entanto, acusar de não ter tentado ser sempre uma boa muçulmana. Nascida na Somália, viveu a sua juventude entre este país, a Arábia Saudita, a Etiópia e o Quénia, seguindo a família e os preceitos, bem como sofrendo as violências, da religião na qual nascera.
O seu espírito independente, inquisitivo e inteligente não lhe permitiam, contudo, concordar com todas as palavras do Corão nem com a forma como estas são transmitidas geração após geração. No seu relato, publicado pela Presença, a autora mostra-nos como as exigências do Islão não permitiram que muitas nações africanas se desenvolvessem de modo a aceitarem e promoverem o avanço científico, a comodidade e o conforto da vida moderna, o respeito e a igualdade entre homens e mulheres, entre raças e etnias diferentes.
Inconformada com o destino que a família previra para si, passando por um casamento que não desejava, Hirsi Ali consegue, por sua conta e risco, instalar-se na Holanda, fazer amizades, estudar, trabalhar, tornar-se cidadã holandesa e ser eleita deputada da Câmara Baixa pelo Partido Liberal. Deixara para trás a família mas ajudava-os, mesmo à distância. A liberdade do Ocidente permitia-lhe expor as suas críticas ao Islão e lutar pelos direitos das mulheres entre outras causas. Uma das formas de expressar o seu inconformismo foi através do argumento do filme Submission, de sua autoria, realizado por Theo van Gogh. Devido a este filme, onde se contesta a posição submissa das mulheres muçulmanas, van Gogh seria assassinado e Hirsi Ali perseguida por extremistas islâmicos até aos dias de hoje.
Vale a pena ler este relato inspirador de coragem renovada e determinação apesar de todas as contrariedades sociais, religiosas, políticas e familiares.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

A Santa Aliança


Familiarizado ao longo da sua carreira com os assuntos mais polémicos da actualidade, Eric Frattini reúne em “A Santa Aliança”, publicado pela Campo das Letras, os resultados das suas investigações sobre os bastidores do Vaticano e as movimentações escusas ali ocorridas durante os últimos cinco séculos. A criação do serviço de espionagem do Vaticano, em 1556, marcou o início de séculos de operações ilícitas mais ou menos (des)cobertas. Sempre em nome de Deus, ao serviço da fé e por ordem do Papa, as decisões tomadas nunca poderiam ser contestadas, quer tal implicasse assassinatos, financiamentos de regimes políticos totalitários e ditatoriais, fugas de criminosos ou crimes económicos. Uma obra controversa, polémica, que só um jornalista de coragem como Eric Frattini poderia escrever. Este é um livro para os leitores que sempre procuraram a verdade e a transparência mesmo que, para tal, os mitos tenham de cair.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

O Fascínio do Islão



As Publicações Europa-América apresentam aos seus leitores interessados pelas culturas e religiões do mundo “O Fascínio do Islão”, de Martine Gozlan, jornalista e especialista em cultura árabe. A autora apresenta, em cinco capítulos, as razões pelas quais o Islão é a única religião monoteísta que, nos dias de hoje, continua a ver o seu número de fiéis crescer. Aqui, poderemos descobrir o que está na base deste fenómeno e os motivos que levam à conversão de tantos cidadãos ocidentais a esta religião. Algumas das chaves para a explicação procurada prendem-se com as certezas apresentadas e o sentimento de pertença transmitidos pelo Corão, a palavra final. Perceba ainda como e porquê as personalidades Foucault, Genet, Massignon ou Goethe viveram intensamente este fascínio.

“Aqui é o Paraíso” Uma Infância na Coreia do Norte



Hyok Kang, assim como muitos outros habitantes da Coreia do Norte, viveu a sua infância assombrado pelas palavras “Aqui é o Paraíso!”, repetidas até à exaustão pelos altifalantes nas ruas, na rádio e até pelos professores nas escolas. Contra a frase que assegura a realidade da Coreia do Norte como a melhor, levanta-se a sombra da fome. É esta fuga ao sofrimento e à dor que o jornalista de investigação Philippe Grangereau recolheu junto de Hyok Kang, passando-a para o papel. Os retratos dos campos de trabalho e execuções públicas da última fortaleza comunista, de impressionante clareza e realidade, são ainda corroborados por desenhos de Kang. A Ulisseia, na sua colecção “Os Afluentes da Memória”, publica mais um testemunho de fuga e conquista sobre os radicalismos políticos, sempre limitadores da liberdade e condição humana.

O Despertar do Irão



Vencedora do Prémio Nobel da Paz em 2003, Shirin Ebadi, iraniana, advogada e uma das maiores activistas dos direitos humanos a nível mundial, conta a sua história de vida em “O Despertar do Irão – Memórias da Revolução e de Esperança”, da Guerra e Paz. Num livro para quem admira os verdadeiros heróis, a autora revela como a esperança sempre a acompanhou ao longo de anos de prisão, ameaças e humilhações constantes. Procura ainda corrigir os estereótipos ocidentais acerca do Islão, principalmente no que respeita à imagem da mulher muçulmana como uma criatura dócil e desamparada. Por acreditar num futuro melhor para aqueles que vivem no Irão, lutou sempre com coragem em defesa do seu povo, das mulheres e crianças em particular.

A Verdadeira História dos Voos da CIA



A verdade sobre o transporte e interrogatório de presos pelos EUA, desde o 11 de Setembro, é agora revelada em “A Verdadeira História dos Voos da CIA”. A Campo das Letras publica, assim, numa obra dirigida ao cidadão consciente, o resultado das investigações de Trevor Plagen, geógrafo militar, e de A. C. Thompson, um premiado jornalista. Estes seguiram várias rotas de aviões, descobrindo que as detenções ilegais, tortura e transferência de presos entre “prisões secretas” continuam na actualidade. Mostram que estas “entregas extraordinárias” foram formalizadas pelos EUA sendo, inclusive, coniventes com o programa militar, que se ajusta para manter as movimentações na sombra. São apresentados documentos e fotografias irrefutáveis. Um livro importante para que o resto do mundo tome posição, ao invés de continuar sem querer ver.